Cidades de Papel (2015) – Somos pessoas de Papel numa Cidade de Papel

Cinema | Cidades de Papel: 

A história é centrada em Quentin Jacobsen (Nat Wolff) e sua enigmática vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman (Cara Delevingne). Ele nutre uma paixão platônica por ela. E não pensa duas vezes quando a menina invade seu quarto propondo que ele participe de um engenhoso plano de vingança. Mas, depois da noite de aventura, Margo desaparece – não sem deixar pistas sobre o seu paradeiro.

paper-townsPapers Town, é adaptado do romance de John Green. Dirigido por Jake Schreier (Frank e o Robô, 2012) e roteirizado por Scott Neustadter e Michael H. Weber (A Culpa é das Estrelas, 2014). Tem no elenco Nat Wolff (Tudo para Ficar com Ela, 2014), Cara Delevigne (Esquadrão Suicida, 2016), Halston Sage (Goosebumps: Histórias de Arrepiar, 2015) e Cara Buono (Elementar, 2014).

O plot se desenvolve de uma maneira simples, que até para quem não leu o livro consegue desvendar o que acontecerá em seguida, o que demonstra a previsibilidade do roteiro em comparação com a literatura. O mistério e as nuances são substituíveis pela descrição da resolução da história, que não te prende aos enigmas deixado pela personagem Margo. Aquele peso da dramaticidade que vimos numa constante em  “A Culpa é das Estrelas” não aparece por aqui. Por mais que exista um mistério a ser desvendado pelo personagem Quentin (ou ‘Q’ para os amigos), sabemos que será algo que ele irá desvendar. Parte da previsibilidade vem disso. Porém um dos talentos natos do John Green foi preservado, os diálogos entre os personagens e a poética em volta da trama.

papers town

A música que tanto foi incrível no filme anterior, aqui repete-se a dose. Muito bem escolhida. A trilha também de mistério nos leva a acompanhar os personagens de perto. A comédia funciona como válvula de escape. Todos os atores estão de fato se divertindo e ver isso torna alguns momentos do filme mais leve. A cinematografia é construída de forma que vemos tudo geograficamente. E as cidades como mapa, as localidades são o protagonista a mais na história.

Os atores foram escolhidos para desempenhar os seus papeis ma trama, muitos são explorados apenas com um objetivo em comum com o protagonista. Atuam bem no filme, porém, dentro do que o roteiro pede.

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Nat Wolff está muito bem construído, um dos melhores personagens do filme. O ator fez por merecer por conta de sua belíssima atuação em “A Culpa…” e aqui intensificou mesmo o seu trabalho como ator. Cara Delevigne é a personagem propriamente dita, e um de seus primeiros trabalhos grandes no cinema.

Não há muito o que julgar, e sua personagem apesar de antagonista, aparece pouco e em alguns momentos deixa um pouco a desejar, mas vemos o empenho e o carisma que possuí, algo que melhor trabalhado fará dela muito boa no futuro.

Papers Town

Nota---Jogo

“Cidades de Papel” é um filme com uma boa história, simples em comparação ao anterior, mais aprofundada em outros temas que você pode entender melhor nessa postagem. Leia o livro se quiser entender tudo melhor, pois a película apesar de te prender, falha em seus momentos finais, perde o ritmo, fazendo com que te leve a questionar como irá terminar e que falha ao fazer isso.

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