Divergente (2014) – A Divergência do Divergente

Crítica | Divergente: 

Varias histórias seja no cinema, livros e até quadrinhos discorreram sobre o tema “apocalipse”, seja na forma de guerra ou simplesmente de pós-guerra trazendo uma temática bem abrangente e de fácil acesso. Bastando apenas saber como tratar um tema tão rico e ao mesmo tempo clichê. Depois de ‘Jogos Vorazes’, não imaginava outra trama se tratando de assuntos parecidos poderia vir a aplacar, aonde em um futuro pós-apocalíptico, tratando-se de uma recuperação de uma cidade, para que assim não existam mais guerras. Mas a pergunta que fica é: Até quando? Realmente seria mais sensato todos abrirmos mãos de tudo para focar apenas em uma só qualidade e poderíamos fazer daquilo o nosso melhor?

Uma escolha pode mudar tudo…

Divergente

É nessa trama que Veronica Roth escreveu a sua trilogia Divergente, Insurgente e Convergente. Adaptado para as telonas o seu primeiro filme, nas mãos do diretor Neil Burger (Sem Limites, 2011). Com a trilha sonora de Junkie XL (Hooligans, 2005) e a supervisão de Hans Zimmer (Piratas do Caribe: O Baú da Morte, 2006).

[Sinopse] Há décadas, nossos antepassados perceberam que a culpa por um mundo em guerra não poderia ser atribuída à ideologia política, à crença religiosa, à raça ou ao nacionalismo. Eles concluíram, no entanto, que a culpa estava na personalidade humana, na inclinação humana para o mal, seja qual for a sua forma. Dividiram-se em facções que procuravam erradicar essas qualidades que acreditavam ser responsáveis pela desordem no mundo. Amizade, Erudição, Franqueza, Abnegação e Audácia. (DIVERGENTE. Capítulo 5. Página 48.)

O filme tratou de forma concisa e inteligente a simbologia, e o que ela representa para os personagens e para com tudo a volta da trama de Divergente, lembrando que símbolo é o que não falta nessa história. Desde a trilha sonora certeira, pois tocava nos momentos em que se precisava dela e de forma bem compreendida. As músicas da Elie Goulding combinaram bastante com a trama, e a própria cantora teve participação da trilha de Junkie.

Miles Teller - Divergente

As atuações estão boas, Shailene Woodley (Breatrice “Tris” Prior) está bem em seu papel, consegue segurar. Theo James (Four) tem a aparência do personagem, mas um pouco bruto ainda nas interpretações. Miles Teller de fato não é o protagonista, mas nos mostra um trabalho digno e que consegue roubar a cena. Os demais estão medianos.

Divergente

E também os seus figurinos criados a partir de cada símbolo da facção. Desde o cinzento simples e sem graça que demonstra a igualdade entre pessoas, até o preto e audaz. Essa brincadeira das cores munida da simbologia que cada facção quer passar é algo que leva o espectador a querer descobrir mais sobre a história.

Adaptação nem sempre é apenas mandar o que temos do livro para o cinema e tudo deve ser muito pensado, pois o que é dito em paginas pode não ter um bom entendimento na película. Por exemplo, o livro se concentra na narração da personagem principal Beatrice “Triz” Prior, e é recorrente lermos sua narração a partir de seus pensamentos sendo que fica inviável coloca-los no filme. Em muitos casos o diretor utiliza-se da própria imagem para traduzir esses pensamentos e não espere que sejam claros pra você, são apenas os “subtextos” que o ator deve entender para a criação e dessa maneira trazer à tona a interpretação. Mostrar objetos informados no livro também é utilizado da mesma forma, porque citar algo se podemos mostrar. É o caso das tatuagens inseridas no filme.

Divergente

As cenas seguiram o mesmo padrão dos livros, a mesma cronologia com pequenas alterações, como o relacionamento com os amigos e os rivais; poderiam ser mais exploradas, porém, um ponto legal sobre é que outras cenas de importância menores foram cortadas e não fariam a mínima diferença tê-las. Num contexto geral a trama principal de ‘Divergente’ foi mantida dando assim pano para a manga na criação das continuações.

Nota---Divergente

Um bom filme e uma boa adaptação. Com certeza o respeito pela obra original é aquilo que eu mais prezo numa adaptação e foi atendido. Uma história com a temática bem parecida com outros filmes, livros e afins, tais como Akira, Matrix, Jogos Vorazes, Admirável mundo novo etc. Mas com algo novo e até então não abordado totalmente nas mídias de massa, a autora soube trazer um tema gigantesco em um novo pano de fundo.

Divergente

Faria sentido moldarmos a sociedade em prol de apenas uma qualidade? Seria o mais sensato queremos criar grupos para tentar nos tornamos menos violentos e evitar guerras de diferenças de opiniões, e será que as pessoas a nossa volta aguentariam viver uma vida monótona e sempre a mesma coisa? A trama não se trata apenas de um romance, mas debate muito mais do que você possa imaginar.

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