Entrando numa Roubada (2015) – Enfim, esse é o ‘Novo Cinema Brasileiro’

Cinema | Entrando numa Roubada: 

Um filme nacional com cara de película internacional e independente: gosto muito disso.

entrando numa roubada“Entrando numa Roubada” é o mais novo filme brasileiro em cartaz nos cinemas. Dirigido por André Moraes (MPB: A História que o Brasil Não Conhece, 2011) que roteiriza junto a L.G. Bayão (Ponte Aérea, 2015). Cinematografia de André Lavenére (A Espera de Liz , 2015) e Trilha Sonora de Vivian Aguiar-Buff (Capitão América 2: O Soldado Invernal (technical score engineer), 2014) junto do diretor André Moraes. No elenco temos Deborah Secco (Bruna Surfistinha, 2011), Lúcio Mauro Filho (Sorria, Você Está Sendo Filmado, 2014), Júlio Andrade (A Estrada 47, 2013), Bruno Torres (Somos Tão Jovens, 2013), Ana Carolina Machado (O Carteiro, 2011) e Marcos Veras (Entre abelhas, 2015).

Quando ganha um concurso de roteiros e como prêmio R$ 100 mil para produzir um filme, Vitor (Bruno Torres), um ator mal sucedido, busca seus antigos e fracassados colegas. Laura (Deborah Secco) e Eric (Júlio Andrade), atores e Walter (Lúcio Mauro Filho), que é diretor, topam participar do filme “Aceleração Máxima”, que se passa na estrada e tem assaltos a postos de gasolina, tiros e perseguições no enredo.

Entrando numa Roubada (2015) - Enfim, esse é o 'Novo Cinema Brasileiro'

À priori, ao ver o nome do filme e com esse elenco, meu pensamento foi: “Mais uma comédia brasileira”, mas assim que observei o cartaz do filme, tive um novo vislumbre do que seria a continuação do ‘Novo Cinema brasileiro’. Então depois de “Tropa de Elite”, “Dois Coelhos” e até “Ponte Aérea”, “Entrando numa Roubada” mostra de uma vez por todas que os brasileiros fazem um bom filme pipoca que tenha arte e entretenimento.

O roteiro traz um plot bem simples e que vai crescendo no decorrer da trama. Existe o inicio de tudo, o conflito, a decadência e o ‘Deus Ex-Machina’, completando assim o fator vingança que é o principal objetivo da história. Mas, é claro, existe alguns ‘spin-offs’ dentro da própria trama, um sub enredo do personagem interpretado por Lúcio Mauro Filho que em nada interfere na história principal.

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Os atores foram bem escolhidos, porém, como disse, pode haver certo bloqueio mental quando visto em primeira instância, um ‘achismo’ de que a tal película será mais um gênero especificamente da comédia brasileira atual. O que serve muito bem para chamar a atenção desse público. Enxergo isso sob dois pontos: Aqueles que gostam desse tipo de comédia, o que fará com que se surpreendam com o filme (mesmo sendo negativo ou positivo); servindo de publicidade para o segundo ponto: aqueles que não gostam tanto do cinema nacional.

Temos um misto de comédia, drama e ação. Sendo a parte engraçada um pouco abusiva demais para um foco maior na dramatização. O alívio cômico existe e deve ser mantido, mas em muitas cenas em que o personagem  do Lúcio aparece são, em muitos casos, gratuitas e trazem um sub enredo que não tem tanta familiaridade com o objetivo principal do filme. Algo que poderia ter sido melhor dosado.

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Júlio Andrade é o oposto. Seu trabalho é todo voltado para o drama o que deu total diferença para a história do filme. Ele carrega a narração ao melhor estilo “Capitão Nascimento”. É por conta do belíssimo trabalho de atuação de Júlio, que não houve um personagem que seja maior que o outro estando ele e Lúcio dentro de seus personagens tendo o mesmo carisma.

O que vale para os outros atores, pois nenhum deles ficou ofuscado e todos tiveram importância e fundamentos dentro da trama. Uns menos e outros mais, porém, nenhum deles fica defasado. Dando destaque para Marcos Veras que faz o “vilão” e que em momento algum pareceu apenas um personagem do Porta do Fundos e trabalha uma comédia melhor controlada.

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A cinematografia é uma das mais belas que já vi em um filme nacional, tendo fácil identificação com películas conhecidas. A maneira como nos é apresentada os personagens dentro da narração etc, lembra bastante filmes do diretor Guy Ritchie.

A trilha é maravilhosa: rock n’roll com eletrônica tendo a junção de seus dois estilos muito bem produzida. Por fim, conseguiu trazer à tona essa cara ‘tarantinesca’. A Trilha foi trabalhada em colaboração do diretor com a profissional Vivian Aguiar-Buff que trouxe seu olhar de fora e somou ainda mais para a produção desse filme.

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Nota---Whiplash

“Entrando numa roubada”, renasce o que agora é definitivo. O movimento do novo cinema brasileiro. Uma boa trama, bons atores e sim, falando do nosso Brasil e de forma inovadora.

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