A Garota Dinamarquesa (2015) – O Preconceito de Agora como Há 50 Anos

Cinema | A Garota Dinamarquesa: 

Ok. O trabalho de Eddie Redmayne está ótimo, ele sabe como interpretar e consegue trazer uma expressão corporal que dialoga com o espectador, não me surpreenderia ele ganhar mais um oscar.

Poster - A Garota DinamarquesaThe Danish Girl é um filme dirigido por Tom Hooper (Os Miseráveis, 2012) e roteirizado por Lucinda Coxon (Matador em Perigo, 2010), baseado no livro de David EbershoffA Moça de Compenhague” que narra a história de Lili Elbe, primeira mulher transgênero da história. Com a Trilha Sonora de Alexandre Desplat (As Sufragistas, 2015) e Cinematografia de Danny Cohen (O Quarto de Jack, 2015). No elenco temos Alicia Vikander (Ex-Machina: Instinto Artificial, 2015), Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo, 2014), Adrian Schiller (Victor Frankenstein, 2015), Amber Heard (Diário de um Jornalista Bêbado, 2011), Matthias Schoenaerts (Longe Deste Insensato Mundo, 2015) e Ben Whishaw (007 Contra Spectre, 2015).

O filme narra a história de Lili Elbe, primeira mulher transgênero da história a enfrentar uma cirurgia de mudança de sexo, no ano de 1930.

A Garota Dinamarquesa

Tenha em mente que esse é o tipo de filme que conta algo verídico. O ponto principal é a história e os personagens, e isso que faz da película um filme interessante. Assim como”As Sufragistas” que o estilo do filme é de algo histórico.

O roteiro segue uma métrica comum (começo, meio e fim), que se arrasta um pouco durante as cenas e torna a narrativa muitas das vezes cansativa. Num filme de duas horas, poderia ter enxugado e mantido a trama um pouco mais objetiva.

Em termos de atuação o filme é bom, Eddie Redmayne sabe muito bem como trabalhar as nuances interpretativas e desde “A Teoria de Tudo” que trás uma leitura do personagem por meio de seus gestos. É assim aqui desde o começo da película até o final as formas como a personagem vai se descobrindo é pelo gestual mais “feminino” e a redescoberta de que ele precisa ser ela e concebida com maestria.

A Garota Dinamarquesa 2

Alicia Vikander é um caso engraçado. Gosto dela em todos os filmes que eu vi e a cada um me surpreendia mais e é aqui o desafio da atriz, onde interpreta um papel que vai ao contrário de todos os papeis que já fez até agora, desde uma personagem mais cômica em “O Agente da U.N.C.L.E” e algo mais neutro como em “Ex-Machina“. Em “A Garota Dinamarquesa” teve a probabilidade de trabalhar com o drama e mostrar todo o seu potencial. Temos assim a Co-Protagonista.

A trama pode até ser dividida em duas, tendo os dois com participação fundamental na história, por serem artistas e ela estar em constante “batalha” para ser aceita como pintora e é graças ao papel do ator Eddie que mesmo aos tranco e barrancos que consegue ser aceita. Entre ambos, a química é estranha, mas foi feita para dar essa estranheza, se tratando de um casal em que o marido se redescobre transsexual. Pois até da maneira como ele a trata, você percebe que não é um amor de homem e a parte, ela o ama MUITO mais, a ponto de apoiar a sexualidade de seu esposo.

A Garota Dinamarquesa 3

Dos demais personagens, é algo comum para a trama e que apenas auxiliam a narrativa, alguns que não necessitavam estar ali e outros que trazem um crescimento aos protagonistas.

A cinematografia está representada no filme, são cenários de época e algo bem feito pois o diretor veio de grandes filmes como “Os Miseráveis”, por exemplo. Os planos de câmera dispostos a nos dar o entendimento das personagens que é qui o trunfo na narrativa. Há um certo simbolismo no inicio do filme ao mostrar paisagens e toda uma representação com os quadros que eram pintados pelo personagem antes da cirurgia.

A Garota Dinamarquesa 5

A Garota Dinamarquesa 4Podemos chegar a conclusão que talvez a forma como ele pintava, era uma válvula de escape para os eu verdadeiro sonho, seu verdadeiro “eu”.

A trilha sonora é muito boa e representa bem a trama com toques mais melodiosos e que estão presentes auxiliando a narrativa, tal qual era em “A Teoria de Tudo” que entra, e cumpre seu papel.

Nota---007

“A Garota Dinamarquesa” é um filme que tem estreia dia 11 de Fevereiro e que desperta uma história biográfica curiosa com excelentes atuações. Um pouco cansativo demais e que pode não ser para todos, mas que pode gerar debates interessantes para com a comunidade LGBT por mostrar que mesmo a cinquenta anos atrás não é tão diferente de hoje.

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