La Belle et la Bête (2014) – A Bela e a Fera de volta à França

Crítica | La Belle et la Bête: 

Traduzindo, “A Bela e a Fera” é um filme Francês. Dirigido por Christophe Gans (Terror em Silent Hill, 2006) e com Léa Seydoux (Azul a cor mais quente, 2013) e Vincent Cassel (Cisne Negro, 2011) no elenco.

La Belle et la BêteA trama muitos de vocês conhecem, ainda mais se tratando do clássico Disney que foi o primeiro filme de animação a receber uma indicção ao Oscar de melhor longa-metragem. E uma curiosidade é que cada conto vem de um país. A Bela e a Fera é de origem francesa, como a adaptação desse filme.

No ano de 1810, um naufrágio leva à falência um comerciante (André Dussollier), pai de três filhos e três filhas. A família se muda para o campo e Bela, a filha mais jovem, parece ser a única a se entusiasmar com a vida rural. Quando o pai de Bela arranca uma rosa do jardim de um palácio encantado, ele é condenado à morte pelo dono do castelo, um monstro. Para salvar a vida do pai, Bela aceita ser morta em seu lugar.

O filme em si tem estruturas épicas. Demonstra muito bem os costumes e indumentárias da época, e trás o conto de fadas um pouco mais adulto, porém, mantendo-se no reino da fantasia. Esqueça os musicais e os moveis falantes, aqui você vera um universo diferente e com a interpretação sendo a de maior importância.

La Belle et la Bête

Não é de hoje que Léa Seydoux vem crescendo gradativamente como atriz. Hoje se pode dizer que é uma das atrizes francesas mais cotadas desde Audrey Tautou. Convence muito bem como a jovem Bela, e demonstra que mesmo sendo menina, tem força e vontade de seguir a vida. Nas palavras do próprio ‘Fera’: “Você é mais forte que seu pai”.

Vincent Cassel, também demonstra um ótimo trabalho, o último filme a qual vi do ator, foi Cisne Negro. Apesar de não ter a aparência de um belo príncipe, seu caráter foi levado em consideração, atrelado ao trabalho de ator, convenceu como Fera. Seus objetivos são claros e a maneira como age é compreensível.

La Belle et la Bête

Os demais atores fazem um bom trabalho, servem como trampolim para as cenas que ocorrem. Sendo mais fiel a história original. Os irmãos de Bela ganham destaque, junto ao pai da garota. E assim como em Malévola, o cenário é bem rico em detalhes, mostrando de fato o mundo em que vivem. As cenas datadas mais para a ação são boas levando para o seu desfecho, que acredito, todos devam conhecer. O amor.

Teve apenas uma coisa que me incomodou, que foi o fato da maldição. Ao invés do príncipe se tornar a Fera por conta da sua arrogância, ele é amaldiçoado pelo seu “orgulho”, digamos assim. Bom, esse não e um filme para temer spoilers, é uma história conhecida com pequenas alterações, mas por questões de ética estou avisando que poderá haver informações que talvez não queiram ler, então pule essa parte e continue após a imagem.

La Belle et la Bête

[Spoiler] O príncipe se mostra um  personagem confiante de si. Gosta de caçar com os amigos e sempre leva sua caça para o castelo como um troféu para se exibir. Quando encontra sua namorada (para todos os efeitos), e diz a ela que somente um cervo vai contra o caçador, pois é o mais rápido que já viu; e assim ele é obrigado a prometer jamais ir atrás desse animal novamente, e a condição para isso será ambos se casarem e terem filhos, a maior vontade do protagonista. Indo contra a sua própria promessa ele mata o cervo e descobre ser sua futura esposa (um ser da natureza na forma humana). Como punição o deus (e pai) da garota o transforma em Fera… E assim continua a história que vocês conhecem.

La Belle et la Bête

Essa foi à parte que me incomodou, mas ao mesmo tempo achei bom o fato da rosa ser usada como tumba para sua namorada morta. A rosa ali ganhou um novo significado, e mesmo assim não perdeu sua essência. Adaptações ocorrem e sempre vão ocorrer. Como disse na resenha de “Maleficent”, veja esse filme como uma releitura do conto original. E particularmente melhor adaptado.

Faço agora uma comparação, Léa em determinada parte do filme, se vê curiosa e parte para explorar o castelo. Vi uma menina ou uma criança que quer saber de tudo e de cada canto. Isso é algo que faltou na versão cinematográfica de “Alice no país das maravilhas” do Tim Burton. Infelizmente toda aquela gana e curiosidade que Alice possui foram por água a baixo pela péssima atuação da atriz. Diferentemente de a Bela e a Fera. O cinema americano deveria beber muito dessa fonte, que consegue chegar ao mesmo nível e até superior a Hollywood.

La Belle et la Bête

Figurino em Maiores Detalhes

La Belle et la Bête

“La Belle et la Bête” é uma versão bem adaptada do conto original, com uma belíssima direção de arte e cinematografia. Com ótimos atores e uma trilha sonora marcante. Peca talvez pelo enredo um pouco diferenciado e parte da comédia que o conto da Disney possui.

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