Peter Pan (2015) – A História e o Começo de Outra Realidade

Cinema | Peter Pan: 

Com a nova onda de Hollywood de contar a “prequel” de vários clássicos, não seria diferente com o fantástico universo de Peter Pan e a Terra do Nunca.

Cartaz - Peter PanPan” é o mais novo filme da Warner Bros com a direção de Joe Wright (Anna Karenina, 2012). Roteirizado por Jason Fuchs (A Era do Gelo 4, 2012) e baseado nos personagens do autor J. M. Barrie. Cinematografia de John Mathieson (O Agente da U.N.C.L.E, 2015) e Seamus McGarvey (Cinquenta Tons de Cinza, 2015) e trilha sonora de John Powell (Como Treinar o Seu Dragão 2, 2014). No elenco Hugh Jackman (Chappie, 2015), Levi Miller (Terra Nova, 2011), Garrett Hedlund (Tron: O Legado, 2010), Rooney Mara (Ela, 2013), Adeel Akhtar (O Ditador, 2012), Amanda Seyfried (Ted 2, 2015) e Cara Delevigne (Cidades de Papel, 2015).

Peter Pan 2

Abordando uma nova visão sobre a origem dos personagens clássicos criados por J.M. Barrie, o filme conta a história de um órfão que se transporta para a mágica Terra do Nunca. Lá, ele encontra diversão e perigos para, finalmente, descobrir o seu destino – se tornar o herói que será conhecido para sempre como Peter Pan.

Toda história tem um começo, e aqui é contado como Peter Pan foi parar na Terra do Nunca. Mas se você é um fã saudosista, acredito que não seja um filme para você, pois para poder conferir numa boa, deve-se primeiro não levar em conta a obra original, pois a película em si trata de um, digamos assim… ‘Spin off’.

Peter Pan

O primeiro ato do filme começa bem, é interessante e com um bom pano de fundo, porém, há alguns furos preocupantes no roteiro que se diz respeito a existência da tão famosa “neverland”. Não sabemos do porque ela existe, e de onde saiu o temível e cruel vilão…. Barba Negra (acharam que eu ia citar o Capitão Gancho?), fora alguns acontecimentos que te dão um certo nó na cabeça. Como pessoas comuns vendo o navio do vilão voar sobre os ares. Achando estranho? Sim, mas não é algo que ocorre com frequência na história.

Os atores são bons e é um elenco que trabalha muito bem. Hugh Jackman está dentro de seu papel como vilão. Vemos um cara cruel e desprezível. Consegue diferenciar todos seus personagens feitos até hoje e não é lembrado sempre pelo icônico ‘Logan de X-Men’. Mas a algumas ressalvas, pois na trama seu personagem é o total esteriótipo do vilão e a história não deixa claro se houve algum problema com sua personagem. Se o fato de ser daquele jeito é consequência do passado.

Peter Pan 3

Em alguns momentos do filme percebemos algumas nuances mais dramáticas da interpretação de Jackman, como se houvesse algo escondido. A trama fica mais confusa ainda, quando contado um breve lampejo de seu passado.

Garrett Hedlund nos trás um vislumbre do passado do Capitão Gancho. Em sua primeira aparição vemos um homem sério e com a voz estridente. Temos uma ótima primeira impressão disso, passando um ar de quem ele poderá ser no futuro da história. Mas fica somente por isso, pois a todo momento o roteiro quer dar o ar da graça e por o futuro pirata como um dos mocinhos da história, logo toda a interpretação de Garret some, dando espaço para um herói comum.

Existe alguns momentos e que o personagem “abandona” seu grupo, ou mente sobre querer ajudar. talvez para dar um ar de pirata, mas acaba por ser realmente falho para a trama.

Rooney Mara parece um tanto quanto apática quase que o filme inteiro. De todos é a personagem menos interessante. Com uma participação rasa, pois se toda a ação fosse dividida entre os outros personagens ou criassem alguém somente para certas aparições, daria na mesma. O que parece é que por ser uma personagem icônica, colocaram apenas para cumprir tabela e dar um destaque para a atriz.

Capa - Peter Pan

Mas seu visual é ótimo e a performance em cenas de lutas estão muito bem corografadas.  Existindo também uma licença poética para a personagem.

E o nosso protagonistas, Levi Miller que cumpre bem o papel. Não há exageros em seu personagem e temos a aparição de um menino curioso que acabar indo atrás de seus objetivos. Assim como um herói de mil faces deve ser. Pode ser considerado um clichê, mas é uma das coisas muito bem feita na película em si.

Temos uma finalização bem feita para o filme, o que não é spoiler, pois vemos o inicio da obra original, quando Peter Pan vai para Londres, atrás dos “Garotos Perdidos”. Mas infelizmente isso sozinho de nada adianta para a trama toda. Questiono se haverá de fato, uma continuação. Existe até uma piada que envolve o futuro dos dois inimigos em comum, mas não passa apenas de uma piada boba.

A fotografia é linda e todo o universo é de uma grandiosidade sem limites e o 3D somou ainda mais isso e se te prende a curiosidade e você está num mês bom, talvez valha a pena conferir e ter uma experiencia maior. Pois é como no teatro em que vemos um menino voando por nossas cabeças, e a profundidade de campo junto a todo esse universo, faz sentido na sua visão.

A trilha é até bem composta para o filme dando a cada cena a cara que precisa as ideias que querem ser passadas. Com uma boa utilização do rock dos anos 80 e 90. Parece estanho e de fato é, mas que dentro do contexto as músicas escolhidas fazem todo sentido para os piratas.

Nota---Indurgente

“Pan”, é um filme bom, se visto como uma história a parte. Se perde um pouco na segunda parte do ‘Ato II’, e o ritmo fica um pouco cansativo,mas que dá uma pequena retomada depois do meio do “Ato III”. Atuações razoáveis, com um roteiro mediano e de um universo bem representado nas telonas.

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