Poltergeist: O Fenômeno (2015) – Os velhos sustos ainda funcionam?

Cinema | Poltergeist: O Fenômeno: 

Se bem me lembro, o antigo filme não arrancou muitos sustos de mim, e esse não foi diferente. Entre semelhanças existe uma evolução de tempo.

Cartaz - PoltergeistUm clássico do terror/suspense roteirizado por Spilberg, ganha uma nova roupagem, porém, a métrica estabelecida no filme é a mesma. Vemos tal qual foi no anterior. Parece que hoje em dia existe uma necessidade de atualizar clássicos. Dirigido por Gil Kenan (A Casa Monstro, 2006), roteirizado por David Lindsay-Abaire (Oz: Mágico e Poderoso, 2013), trilha sonora de Marc Streitenfeld (Gladiador, 2000) e Cinematografia de Javier Aguirresarobe (Blue Jasmine, 2013). Com produção de Sam Raimi.

A família Bowen acaba de se mudar para uma nova casa. O pai, a mãe e os dois filhos parecem se adaptar bem ao novo lar, até começarem a perceber estranhas manifestações em casa, atingindo principalmente a filha pequena.

Poltergeist

Nessa parte eu falaria dos atores, mas aqui existe um conjunto, para ser especifico um grupo familiar. A interpretação está em todos eles, mesmo existindo o estereotipo familiar. Sam Rockwell (À Espera de um Milagre, 1999) interpreta o pai da família Bowen, Eric.  O chefe da casa que a todo momento tem de acalmar a todos pelos ocorridos. Rosemarie DeWitt (O Mensageiro, 2014) é Amy, a mãe que trás aquilo que muitos de nós sabemos como é.

Poltergeist 2

Dona de casa que deixa de trabalhar para ficar com os filhos e tem um sonho, ser escritora e esse sonho fica por isso mesmo, não sendo de fato importante para a história. Saxon

Sharbino (A Vingança de Julia, 2011) a filha mais velha, a adolescente rebelde por assim dizer. Não vi um trabalho grandioso por parte dela ao mesmo tempo que a personagem não fora tão elaborada para a trama, o que a atriz pode fazer ela fez. Kyle Catlett (Uma Viagem Extraordinária, 2013) e Kennedi Clements (Um Herói de Brinquedo 2, 2014) é a dupla de crianças que teve um ótimo rendimento a trama, de fato foram os mais utilizados tendo uma história completa entre ambos de começo meio e fim, algo bem feito e que me chamou a atenção na história.

Poltergeist 4

Temos ainda na trama Jared Harris (Os Boxtrolls, 2014), Susan Heyward (Powers, 2015) e Jane Adams (Brilho eterno de uma mente sem lembranças, 2004) e outros que ajudaram a completar o filme.

Com um roteiro metricamente reconstruído em uma trama previsível, não vemos tanta diferença do original. O filme de fato não dá medo e se apoia nos “Jump Scares” e ao contrário do gênero que esperávamos ver, mantém-se mais com um tom dramático e até funcional para que traga interpretações boas para os atores. Mesmo assim acredito que seja uma ótima película para a nova geração, e até para menores de idade que gostam de filmes do gênero.

Com uma trilha sonora que marca por seus tons mais graves e uma cinematografia interessante nos mostra um outro mundo melhor visualizável com as almas que por ali caminham. E um fato que achei engraçado era a falta de vizinhos naquela vizinhança. Quando o clímax do filme estoura parecia de fato uma cidade fantasma sem pessoas ao redor dela, mas bem no fim percebemos que o alvoroço acordou quem estava ao lado e um pequeno aglomerado de seres vivos aparece em cena. E mesmo assim temos alguns furos incluindo uma finalização com pontas soltas.

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Nota---Indurgente

O Fenômeno aqui já não é mais grandioso, mas entre cenas previsíveis e um bom uso da tecnologia vemos a evolução que faltava para a trama. Boas interpretações para um filme carente de terror. Mas vale para a nova geração ver um clássico que tanto nos fazia morrer de medo.

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