Victor Frankenstein (2015) – Esse Monstro é Apenas Mais um Monstro

Cinema | Victor Frankenstein: 

Conferindo agora a mais nova adaptação da obra de Mary Shelley, vos digo que Hollywood se estagnou para sempre em adaptar vários contos incríveis como romances baratos e não acrescenta nada de novo.

Cartaz - Viktor FrankesteinVictor Frankenstein” é um filme dirigido por Paul McGuigan (Sherlock, 2010-12) e roteizado por Max Landis (American Ultra: Armados e Alucinados, 2015) que adaptou do romance da autora Mary Shelley chamado “Frankenstein“. Trilha sonora de Craig Armstrong (O Grande Gatsby, 2013) e cinematografia de Fabian Wagner (Game of Thrones, 2014-15). Tem no elenco Daniel Radcliffe (Amaldiçoado, 2013), Jessica Brown Findlay (Um Conto do Destino, 2014), Bronson Webb (Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas, 2011), James McAvoy (X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, 2014), Andrew Scott (007 Contra Spectre, 2015) e Charles Dance (Game of Thrones, 2014).

Ao visitar um circo, o cientista Victor Frankenstein (James McAvoy) encontra um jovem corcunda (Daniel Radcliffe) que lá trabalha como palhaço. Após a bela Lorelei (Jessica Brown Findlay) cair do trapézio, o corcunda sem nome consegue salvar sua vida graças aos conhecimentos de anatomia humana que possui. Impressionado com o feito, Victor o resgata do circo e o leva para sua própria casa. Lá lhe dá um nome, Igor, e também uma vida que jamais sonhou, de forma que possa ajudá-lo no grande objetivo de sua vida: criar vida após a morte.

Viktor Frankestein

O roteiro não surpreende e possui sua métrica linear do começo ao fim. Seguindo uma narração sob a ótica do personagem coadjuvante na trama. Igor o “horrososo e corcunda” ajudante do Doutor Frankenstein. Numa trama cheias de clichês que romantiza demais seus personagens. E todo aquele vislumbre que existia na obra original é quase que totalmente perdido.

Temos, claro, inúmeras referências ao clássico, mas nada comparado ao que a pelicula quis passar. Há uma necessidade de ter que colocar todo um conceito de ideias adolescentes para atrair um público moderno e que ao meu ver é totalmente falho. Essa desconstrução enfadonha apenas emburrece o telespectador.  Tudo sempre “lindo e maravilhoso” e seus protagonistas são intocáveis, algo nada crível para a história.

Viktor Frankestein 4

Os atores entregam um trabalho bom, digamos assim. Daniel Radcliffe, por exemplo, vem crescendo cada vez mais como ator, mas o que era para ser o seu papel de maior destaque, terminou por ser simplesmente satisfatório para a trama. E a culpa não é dos atores, pois o roteiro não dá margens para criações. E a maneira como Igor foi idealizado no original deveria ser levada em consideração. Mas a preocupação mão era essa e a todo momento vemos um filme que se preocupa em atingir o publico e não de trazer consistência para o filme.

James McAvoy é o único ator em cena que tem uma criação bem melhor criada. Podemos ver que o ator em si, faz de tudo para dar vida ao temível Dr. Frankenstein. A loucura, as expressões e todas as suas nuances interpretativas convencem o público dele ser um cientista louco ou enlouquecido por seus ideais. Mas ainda assim demora um pouco para acreditar que ele é o personagem descrito no título.

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Andrew Scott trás um contra ponto interessante, tanto na trama quando para ser o oposto do protagonista. Ele tem motivos e ideias plausíveis até demais para fazer o que faz. E enxergamos muito bem isso em sua interpretação. O olhar do personagem é vibrante e queremos continuar a ver o que fará no filme que infelizmente é pouco explorado. Com uma das melhores partes, onde Victor e Inspector Turpin ficam frente a frente e temos um duelo de perspectivas.

Jessica Brown Findlay é totalmente descartável na trama. Faz o papel da mocinha e boa parte da romantização está entre ela e Daniel. Algo que se fosse cortado, não faria falta ao filme, um tempo desnecessário que deveria ter sido ocupado por boar uma trama mais parecida ao original.

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A fotografia é belíssima e isso é um ponto positivo para o filme, ilustra muito bem a temática mais sombria, temos logo no inicio uma alusão ao corpo humana muito bem colocado. Se uma personagem cai e fratura o ombro, mostra por cima desse todo o desenho da anatomia humana. O figurino é também representado, algo que lembra bastante o Shelock Holmes de 2009 do diretor Guy Ritchie. Há jogo de luz e sombra em cima dos personagens e toda uma apresentação para se ver quem são seus protagonistas.

A trilha sonora é grandiosa o tempo todo, entra em alguns momentos auto-explicativos ou de nuances das pirações de Victor.

Nota---Indurgente

“Victor Frankenstein” é uma adaptação que tem um bom começo, se apresenta de forma incrível, porém, perde-se ainda no inicio e demora para reencontrar o ritmo mudando de perspectiva constantemente.

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