A Trilogia Fantástica de ‘Star Wars’ – Menos é sempre Mais, e Assim Deveria ter Permanecido

Para você que está lendo essa crítica antes de ter visto a da primeira trilogia; Clique no link –

A Trilogia ‘Star Wars’ de George Lucas – Três Episódios Incomodam TANTA Gente?

Star WarsA New Hope – (1977) | Dir.: George Lucas | Roteiro: George Lucas | Com Mark Hamill, Harrison Ford, Carrie Fisher e David Prowse/ James Earl Jones.

Finalmente chegamos nele, o primeiro filme de todos da franquia ‘Guerra nas Estrelas’. O percursor da paixão de milhões de jovens que hoje se tornaram bons adultos. Revendo a película, te digo que ela não deixa a desejar para os dias de hoje. Não precisa ser um filme que deva ser mexido ou que tenha que ter remakes baratos.

Sinopse | É um período de guerra civil. Naves espaciais Rebeldes, atacando de uma base escondida, tiveram sua primeira vitória contra o maligno Império Galáctico. Durante a batalha, espiões rebeldes conseguiram roubar os planos secretos da mais nova arma do Império, a ESTRELA DA MORTE, uma estação espacial armada com poder o suficiente para destruir um planeta inteiro. Perseguido pelos agentes sinistros do Império, Princesa Leia foge para casa a bordo de sua nave, em custódia dos planos roubados que podem salvar seu povo e restaurar liberdade para a Galáxia…

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16Para os padrões do diretor George Lucas é até irônico dizer que nesse filme ele havia acertado em cheio a dosagem de ritmo e história. Claro que nos anos 70 era difícil encomendar efeitos visuais com tamanha facilidade, e a criatividade para compor a mise-en-scène é muito maior. Temos um roteiro bem planejado, com enredo simples que cresce numa constante evolutiva sem deixar tudo grandioso demais, porém, na medida certa.

Conhecemos quem é o nosso herói, Luke Skywalker e seu antagonista o temido Darth Vader. Temos aqui um bom exemplo de como se deve usar “A Jornada do Herói” do livro “O Herói de Mil Faces” de Joseph Campbell. Temos o vislumbre de uma boa história, sem contar muito e que deixa curiosos para os filmes que viriam a seguir… (Imagine naquela época que a demora entre os episódios eram enormes).

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A cinematografia é incrível, para a época. Não precisava usar o famoso “cromaqui”da trilogia mais atual e muito menor ter “renderizado” os filmes mais antigos, pois tudo que vemos tem um certo charme. As locações são as melhores e mais lindas e tudo que compõe a famigerada “Guerra nas Estrelas” é de uma capacidade épica sem limites. Uma verdadeira “space opera”.

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A trilha sonora é claro, magnifica, como tudo que passa pelas mãos de John Willians. Conseguiu até hoje ter fácil identificação com as suas composições para a saga. Não só pela música, mas basta apenas ouvir um “Nhóm.. Nhóm” ou barulho das naves e tiros laser que tenho certeza que você sabe do que se trata.

Conclusão | NOTA: 5,0 de 5,0 “Star Wars” é um filme que merece destaque, pois revolucionou o cinema da sua época. Inúmeros filmes seguiram seus rastros após isso. Eu, como pessoa agradeço e muito a saga por esse feito e devo respeito ao que a trilogia se tornou.

Se forem conferir a saga, por favor, tentem encontrar a versão original, pois o que rola ultimamente nas “interwebs” e a famosa versão remasterizada. Apesar de ter tido algumas melhorias, o filme original de 1977 não deve em nada para os dias de hoje.

Star Wars: The Empire Strikes Back – (1980) | Dir.: Irvin Kershner | Roteiro: Leigh BrackettLawrence Kasdan e George Lucas | Com Mark Hamill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Billy Dee Williams, Jeremy Bulloch e David Prowse/ James Earl Jones.

Star Wars: O Império Contra-Ataca é considerado até hoje como o melhor filme da franquia. O que já era bom antes, ficou melhor, o ritmo é absurdo e  temos um filme com os momentos exatos para se ocorrer os acontecimentos e plot twists que explodiu a cabeça de uma geração.

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Sinopse | É um tempo sombrio para a Rebelião. Apesar da Estrela da Morte ter sido destruída. As tropas Imperiais expulsaram as forças Rebeldes de sua base escondida e os perseguiu pela galáxia. Escapando da temida Frota Estelar Imperial, um grupo de lutadores da liberdade liderados por Luke Skywalker estabeleceram uma nova base secreta no planeta gelado remoto de Hoth. O senhor do mal Darth Vader, obcecado em achar o jovem Skywalker, enviou milhares de sondas remotas nos lugares mais afastados do espaço…

empire_strikes_back_oldO roteiro consegue ser de um dinamismo incrível, com ‘plot twists’, comédia e ação desbravadoras. Conseguimos nos sentir na pele de nossos protagonistas e viver tudo que estão passando, seja amor, raiva e até tristeza. Um ‘Script’ que do começo ao fim nos traz excelentes performances que ao ser visto na tela, só demonstra que foi feito para ser a maior saga de todos os tempos.

O engraçado que apesar de tão simples ele se torna grandioso, pois temos algo incomum que ocorrem em variados filmes, mas quando bem feito, não ligamos. A relação entre os personagens hoje, poderia ser considerada clichê – mas quem se importa, é Star Wars!.

Queremos ser como Luke ou Han Solo. Os atores souberam como traduzir muito bem isso na película. Se hoje estão de volta é exatamente isso que fez deles tão queridos.

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A primeira batalha entre Luke e Vader é muito boa e exemplifica bem esse trabalho na cinematografia do filme.

Não há palavras para a trilha sonora, pois temos novamente  John Willians. E o fato do filme ter tido outra direção que não seja a habitual de George Lucas, só fortificou mais que outros diretores devem por sua visão, pois é isso que Guerra nas Estrelas permite. E se hoje há uma infinidade de boas histórias, como o selo literário ‘Legend” isso afirma mais ainda, minha questão.

Cinematografia, mesmo para os dias de hoje teve uma evolução desde o seu primeiro filme. E ela se tornou grandiosa o que não deixa a desejar para muitos filmes. Com planos abertos e brincadeiras de luz e sombra.

Conclusão | NOTA: 5,0 de 5,0 – “O Império Contra-Ataca” é a melhor continuação de todos os tempos. Não tem o que falar mal, pois é simplesmente perfeito. Começo, meio e fim com reviravoltas, numa trama cheia de emoção que leva o espectador a ficar entretido com a trama. 

“Star Wars: Return of the Jedi – (1983) | Dir.: Richard Marquand | Roteiro: Lawrence Kasdan e George Lucas | Com Mark Hamill, Harrison Ford, Carrie Fisher, Billy Dee Williams, Jeremy Bulloch e David Prowse/ James Earl Jones.

Finalmente todos os filmes da franquia “Guerra nas Estrelas” foram revistos e posso dizer com exatidão que essa é AINDA uma das melhores trilogias de todos os tempos. Infelizmente os Episódios I, II e III tiveram algo a mais que o seu diretor impôs, e que não foi tão bem aceita pelo público.

George Lucas levou fé na sua obra e na sua visão até antes de vender a franquia para a Disney. Hoje essa ‘Space Opera’ será produzida por outras pessoas que terão uma visão mais clara do que é essa maravilhosa história.

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Sinopse | A história se passa aproximadamente um ano depois dos eventos de O Império Contra-Ataca[3]. O perverso Império Galático, sob a supervisão militar do impiedoso Darth Vader, começou a construção de uma segunda Estrela da Morte, visando aniquilar a Aliança Rebelde. Como o Imperador Palpatine planeja supervisionar pessoalmente as etapas finais de sua construção, a Frota Rebelde dá início a um ataque em grande escala à Estrela da Morte, para evitar o término de sua construção e matar Palpatine, pondo efetivamente um fim ao Império. Neste meio tempo, Luke Skywalker, um líder rebelde e cavaleiro jedi, luta para resgatar Vader, um ex-jedi que também é seu pai, de volta do Lado Sombrio da Força.

returnofthejediposter1983Mas voltando ao que interessa. Episódio VI ainda é o que o Lucas produziu de melhor, pois quando tem outras mentes trabalhando juntas é que a coisa engrena de vez, mesmo que você seja aquele que idealizou tudo, tem que ter pessoas que te aconselham e por isso a trilogia mais antiga é tão aclamada até hoje.

Vimos desde o episódio IV que a história foi sendo contada e ao passar desses capítulos temos muitas coisas que são conectadas e explicadas de uma maneira bem sublime. Hoje em dia falamos muito sobre a jornada do herói e esse é o filme que exemplifica MUITO bem. Sempre falo que a trilogia em questão foi um marco para o cinema e que filmes que vieram após sua era, devem agradecer por hoje existirem graças a seu criador, mas não só no quesito de efeitos visuais, como também o roteiro que foi concebido por maestria e aqui, nessa última parte, temos uma finalização em um enredo que eleva os níveis cinematográficos.

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Talvez, diferente dos outros dois episódios, aqui é onde começa um certo chiado que cultua sobre os fãs da saga até hoje. Os famosos Ewoks e a facilidade de criar armadilhas simples e eficazes contra Stormtroppers. É algo a se pensar realmente, por mais que os soldados clonados (ícones de uma geração) sejam um tanto quanto cegos é complicado os imaginar sendo humilhados por criadores que se assemelham a uma tribo de “ursinhos carinhos”. Seja talvez um dos poucos defeitos do último filme da trilogia mais antiga.

A cinematografia é excelente, o visual é o que deu hoje a cara da franquia e ao ver já sabemos do que se trata. Temos uma auto-identificação e isso que as novas produções estão se espelhando, seja animações, quadrinhos e até a literatura, sem esse “paisagismo” nada disso seria tão grandioso nos dias de hoje. Os enquadramentos e a forma como é trabalhado luz e sombra nos confrontos de lightsabers é tudo muito bem feito.

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339209A trilha sonora é a melhor de toda a saga e aqui John Willians se superou por trazer toda uma forma épica aos filmes. Entram nos melhores momentos e nos fazem sentir o que se passa. É a verdadeira junção de história, diálogos e música com as imagens. Essa será para sempre a trilogia que melhor se conecta com todos os acontecimentos sendo assim cultuada no mundo inteiro.

Conclusão | NOTA: 4,0 de 5,0 – “O Retorno do jedi” é a finalização da trologia antiga. Tudo é explicado no final e de forma que os fatos se interliguem as pontas que foram deixadas soltas até então. As interpretações são simples e pontuais dentro de um universo bem contado e roteirizado. É um forte manual para quem quere scever para cinema.

Trilha sonora quemarcou John Willians e uma cinematografia digna de ser lembrada. Com algumas partes estranhas e pouco críveis, mesmo para “Star Wars”, ainda assim não perde seu encano e fantasia.

Assim chegamos ao Episódio VII…

Crítica – Star Wars: O Despertar da Força

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2 comentários sobre “A Trilogia Fantástica de ‘Star Wars’ – Menos é sempre Mais, e Assim Deveria ter Permanecido

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