Ninfomaníaca (2013) – Poesia, simbologia e declínio (Parte I)

Critica | Ninfomaníaca: 

Lembrando que não é apenas de filmes novos que se vive as criticas, hoje trago para vocês a minha percepção sobre o filme Ninfomaníaca (parte 1 e 2). Eu pensei em fazer um vídeo sobre os filmes, porém estou numa fase da vida meio complicada para expor minhas opiniões em áudio visual, então a escrita vem a calhar.

NinfomaniacaHá uma certa repulsa nas pessoas quando se fala de Lars Von Trier dizendo que seus filmes são pornográficos, porém existe um certo engano. O Volume 1 não se trata de pornografia escrachada, e sim de uma forma até “bela” de se falar do sexo. Da vontade que a protagonista sente e até do amor (ou da falta de…).

Ninfomaníaca (Nymphomaniac, 2013). O tipico filme que não vemos ao lado dos pais. É um filme centrado num problema que a personagem principal possui, ninfomania comprovada medicamente. Lars Von Trier trás com esse filme uma direção longa, poética, simbolista e filosófica sobre o sexo. A história se baseia na conversa entre Joe (Charlotte Gainsbourg) e Selligman (Stellan Skarsgård), esse quando a encontra jogada em um beco e toda espancada. A leva para sua casa e então começamos a conhecer a trama da protagonista.

Não tem porque sentir medo ver um filme como esse, e muito menos ter certos receios de sentir tesão. O filme está longe disso, levando em conta que a ninfomania é o ato de querer sexo sem sentir prazer algum com isso. Com o público em geral também é a mesma coisa. É discutível pois se existe um diretor que pode se dizer sábio com relação a cinema, ele é Lars.

Ninfomaniaca

A média de notas que a crítica deu ao filme é de 4,0 de 5,0 e 8,0 de 10… Porém a certos portais que chegaram a dar a nota 2,0. O que acho incrível, se tratando de uma critica feita por ser necessária para o canal de comunicação em questão. Pontos colocados que levam a crer que a pessoa viu o filme apenas para cumprir tabela. Não se encontra de fato um querer conhecer a obra.

Questiono a afirmação do site em dizer que “o filme é mais como uma grife” ou “Ele apenas mostra certas sensações, e explica isso com metáforas”. Em momento algum da narração do filme ele explica de forma errônea, e sim mostra de forma poética as lembranças da Joe. O sexo como a vida dela, o ato de transar como melodia para o seus ouvidos. A relação da protagonista com o seu pai (Christian Slater), uma das cenas mais belas do volume 1.

Ninfomaniaca

As sensações não são falhas, a relação de Joe e Selligman é a chave do filme, ambos são diferentes, porém, é essa a diferença de personalidade que da a trama do filme. Comentários que introduz quem é a personagem. O que ela pensa e porque de fazer o que faz. Um mero espectador como Selligman ouve a história de Joe e introduz certos pontos que tentam mostrar que ela não é uma má pessoa, como se auto-julga no começo do filme. É uma boa ‘viagem’ ouvir essas divagações que te fazem enxergar o sexo de uma nova maneira.

Ninfomaniaca

Nota---Ninfo

Parte I termina com o começo da parte II, da qual falo mais com vocês num próximo texto. A nota em questão desse filme é 8.0, levando em consideração o roteiro bem estruturado, sem furos e com atuações dignas. Dando destaque a cena tragicômica da atriz Uma Thurman, que se encontra excelente no filme. Assim como vemos um Shia LaBeouf inteiro e pela primeira vez centrado em uma obra cinematográfica.

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