Blade II: O Caçador de Vampiros (2002) – Conhecendo a Visão de “Guillermo del Toro”

Em sua continuação o filme não deixa a desejar. O roteiro possuí a mesma métrica, junto a boa mão do diretor del Toro, que assume dessa vez a direção do filme e que finalmente da uma forma definitiva para a película.

blade9Blade II“, filme dirigido dessa vez por Guillermo del Toro (O Labirinto do Fauno, 2006) e roteirizado por David S. Goyer (O Homem de Aço, 2013). Cinematografia de Gabriel Beristain (The Strain, 2014) e trilha sonora por Marco Beltrami (Hitman: Agente 47, 2015), tem na produção do filme (novamente) nada mais do que o mestre Stan Lee. A obra se trata de uma adaptação dos quadrinhos criado por Gene Colan e Marv Wolfman e licenciada pela Marvel. No filme as interpretações ficam a cargo de Wesley Snipes (Os Mercenários 3, 2014), Norman Reedus (The Walking Dead, 2010-16), Kris Kristofferson (Winter, o Golfinho 2, 2014), Leonor Varela (Agentes da S.H.I.E.L.D, 2013), Ron Perlman (Hellboy, 2004), Thomas Kretschmann (Hitman: Agente 47, 2015) e Luke Goss (Corrida Mortal 2, 2010).

Agora uma nova raça mais poderosa chamada reapers, criada a partir de cruzamentos genéticos entre humanos e vampiros, ameaça eliminar ambas as raças. Visto isso, Blade se alia aos seus maiores inimigos para que, juntos, possam combater esta nova raça de seres.

Entre algumas mudanças e outras a trama se mantém com a mesma métrica. A história de Blade é pouco contada, dando espaço para a película em si. Vemos aqui o mesmo estilo do primeiro filme. O “rival”, o “vilão”, o “Side-kick” etc. Ação e monstros terríveis de uma forma melhor montada dessa vez.

Para o roteiro que se segue, nada melhor do que o diretor em questão. Suva visão da nova raça “vampiresca” foi a cereja do bolo (algo reutilizado na sua série de TV mais atual). Toda ambientação e atmosfera ganhou forma sob a ótica do cineasta mexicano, e que somou ainda mais a trama que estava boa.

blade-2-cast

blade-2-wesley-snipes-leonor-valeraEm questão dos atores é um trabalho competente e preciso, nada destacável e que cumpre bem o papel. A contribuição feminina é dessa vez melhor bolada e a trilha sonora complementa a atmosfera de maneira simples. Os personagens seguem até um certo esteriótipo, o papel de Ron Perlman, por exemplo, é bem parecido com o antigo rival de Blade no anterior e assim sucessivamente.

A novidade a mais aqui é a cinematografia que deu a essa continuação a forma definida que citei no inicio da análise. A visão do diretor conseguiu trazer a tona qual é esse universo de Blade.  Quem são os vampiros? O que são reapers?.

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Até a visão do vilão, Nomak é melhor colocada nesse filme do que a do Deacon Frost. Vemos um objetivo maior e uma gana por vingança melhor estabelecida. O que antes era apenas por “birra”, aqui tem todo um contexto de rejeição de um personagem que queria apenas sua aceitação. Não é tão diferente da trama passada, mas aqui você entende melhor essa conotação.

“Blade 2”, é uma continuação de foma melhor definida nas mãos do ‘Del Toro’. Houve muitas melhorias na atmosfera do filme e nuances em sua trama melhor elaboradas, alguns deslizes, claro, mas geralmente proposital.

Nota: 4,5 de 5,0

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