Blade: O Caçador de Vampiros (1998) – O Trágico Fim de um Gênero que se Perdeu

Respeitando bem o gênero, Blade talvez seja um dos últimos filmes bons sobre vampiros desde o surgimento da era romantizada.

w_rzfx8n_xoo_hckxpya3klt1m_kom_qBlade“, filme dirigido por Stephen Norrington (A Liga Extraordinária, 2003) e roteirizado por David S. Goyer (O Homem de Aço, 2013). Cinematografia de Theo van de Sande (Gente Grande, 2010) e trilha sonora por Mark Isham (Argo, 2012), tem na produção do filme nada mais do que o mestre Stan Lee. A obra se trata de uma adaptação dos quadrinhos criado por Gene Colan e Marv Wolfman e licenciada pela Marvel. No filme as interpretações ficam a cargo de Wesley Snipes (Os Mercenários 3, 2014), Stephen Dorff (Heatstroke, 2013), Kris Kristofferson (Winter, o Golfinho 2, 2014), N’Bushe Wright (Fresh, 1994), Donal Logue (A Casa do Medo, 2015), Udo Kler (Ninfomaníaca: Volume 2, 2013), Arly Jover (Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres, 2011) e Traci Lords (Pagando Bem, Que Mal Tem?, 2008).

Após ser contaminado pelo sangue de uma criatura das trevas, Blade (Wesley Snipes) transformou-se num guerreiro imortal, metade-homem, metade-vampiro. Desde então, ele dedica-se a caçar o líder dos mortos-vivos Deacon Frost (Stephen Dorff) e seus asseclas, que estão planejando um grande plano para aumentar sua dominação sobre a raça humana.

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A película serviu muito bem como uma introdução para o anti-herói ‘Blade’, e mesmo que não tenha sido feita aos moldes do universo Marvel dos cinemas, teve forte semelhanças do que há nos dias de hoje.

O roteiro do filme fora muito bem amarrado. Desde o seu prólogo, curto e breve até as aparições e plot twists no enredo. Talvez peque apenas por cortes extremamente secos na trama e alguns certos furos na história.

As atuações são boas, Wesley Snipes se mantém frio, calculista e sem sentimentos, sendo esse o tom do personagem na trama. Não devemos saber muito sobre ele. E tem como a maioria dos heróis, um mentor/side kick. Kris Kristofferson que atua como Whistler. Que hora é um amigo, companheiro e uma figura paterna para Blade. E uma das poucas coisas que faz nosso anti-herói perder o foco.

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Os rivais do nosso herói são uma coisa bem engraçada até. Pois ela passa quase que todo o filme os caçando para que no fim temos uma cena um tanto quanto rápida para finalização da sua rivalidade. Algo que se estende também em sua sequencia.

A personagem da atriz N’Bushe Wright, faz a famosa “não sei do que se trata, mas já estou por dentro“. O que foi de fato bem fácil para a personagem aceitar a existência de vampiros e o que pareceu um pouco ilógico para a trama. Seu inicio é um tanto quando simples. Não vemos de fatos um pontapé inicial de que ela será uma personagem recorrente na história.

O que leva a entender que será mais uma cena de morte.  Para depois se tornar num “affair” que nunca chega aos finalmentes. A trama em si não envolve a personagem, ela fica rasa o tempo todo, existe claro alguns objetivos dela estar inserida na trama, mas não é recorrente a todo momento.

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Mas para essa primeira película, dou destaque para o ator Stephen Dorf, que interpreta o vilão. De uma maneira envolvente, reviveu todo o mau em filmes de herói e vilão. Você enxerga sua gana por poder e o porque de fazer o que ele faz.  Podendo ser um clichê, mas que funciona muito bem.

A trilha sonora é bem simples e funcional, nada de fortes lembranças a ouvir sua trilha até o disco rachar, há apenas uma música que é lembrada como tema do protagonista ao tocar. O foco mesmo se manteve na ação. Um filme que apesar de ter um certo número de cenas gore, deu a Snipes o título de brucutu.

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A fotografia está excelente, para um filme de 98, muitas coisas foram bem feitas até para os dias de hoje. Efeitos bem trabalhados e gostei da sensação que a filmagem dá em partes; Uma certa câmera lenta seguido de uma aceleração, mostrando a diferença entre vampiros e humanos. Mas que fica um tanto quanto bizarro quando a corja vampiresca passa protetor solar para sair a luz do dia. Isso quebra muito fácil o clímax. se existe apenas um que pode andar sob o sol, é Blade.

‘Blade’ é um bom filme, uma relíquia que termina bem um gênero que se perdeu. Trata o mito com respeito e nos presenteia com gore, terror e ação. Talvez há problemas por ser um primeiro filme e que melhora com sua continuação.

Nota: 2,5 de 5,0

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