Especial Mad Max | A Trilogia Expansiva de George Miller

Mad Max além da Cúpula do Trovão – E Além da Fúria

Mad Max Beyond Thunderdome (1985), isso mesmo, começando pelo último filme da trilogia clássica. Aqui onde as coisas levam um caminho “novo” e até mais inocente das histórias do guerreiro das estradas, que deu a Mel Gibson o papel de ‘Herói Sem Nome‘, mas também mostrou que George Miller é um ótimo escritor/roteirista quando se trata da criação de mundos.

maxmMax dessa é um andarilho, com um carro puxado a camelos. Logo no inicio tem seus pertences roubados por um aviador, interpretado por Bruce Spence. Sem mais nada em mãos, nosso Herói parte para a cidade mais próxima, Batertown, onde conhece sua líder Aunty Entity (Tina Turner) e a Cúpula do Trovão, local usado para brigas, em que ele próprio se mete e sabemos que ali só há uma regra: Dois homens entram, um homem sai.

Com direção de George Ogilvie e George Miller que assina novamente o roteiro com Terry Hayes. Trilha sonora de Maurice Jarre e direção de fotografia de Dean Semler. Com Mel Gibson novamente como protagonista. Tendo Tina Turner, Bruce Spence, Angelo Rossitto e Robert Grubb no elenco.

md

A narrativa no começo da película é muito boa. Conhecemos esse universo pós-apocalíptico criado por Miller. Mas boa do enredo conhecido por ser  rápido e frenético vai até a cena da cúpula do trovão, uma ótima sequencia de ação que chega aos pés de todas a sequencias de seu filme anterior, porém, perde o ritmo após essa parte.

Há uma boa explicação do que Max encontra em sua jornada após os últimos acontecimentos, mas ao que tudo indica o filme torna-se algo mais família perdendo sua violência e adrenalina que tanto eram comuns. Algo que tenta voltar a ativa nos momentos finais do filme, mas que ser perde um pouco na tentativa, afinal o que seria Mad Max sem a “Fúria na Estrada“?.

thunderdome-duel

A trilha em todos os filmes fora uma minima evolução constante, aqui temos um trabalho deveras melhor que nos anteriores, nos remetendo num mundo em construção. Junto a cinematografia que ilustra o pano de fundo. E se anteriormente Max era posto a prova como “O Herói Lendário”, aqui ele se torna um Mito e a música tema não poderia dizer o contrário (We Don’t Need Another Hero da própria Tina Turner).

mad-max-beyond-thunderdome-di-09“Mad Max 3” vai além da cúpula do trovão, um filme que perde o ritmo mas nem por isso se destoa de uma boa trama num universo grandioso criado por Miller. É uma boa conclusão para a saga do furioso Max demonstrando que talvez toda fúria deva ser contida e que não precisamos de um outro herói. Se for assistir a esse filme, eu volto a repetir, enxergue-o além da Cúpula do Trovão.

Nota: 2,5 de 5,0.

 

Mad Max 2: A Caçada Continua (1981) – A Fúria por Combustível

Em 1981, George Miller nos trás a sequencia de Mad Max 2: The Road Warrior, intitulado aqui como “Mad Max 2: A Caçada Continua“. Com Mel Gibson em uma produção maior que o primeiro. Onde Max agora é um viajante sem rumo, sem muito a alcançar, apenas brigando por sobrevivência e gasolina num futuro pós apocalíptico.

e956da2c693bc0c5d63fcefd70947db7-mad-max-2-the-road-warrior-1467743558Logo no começo do filme temos uma breve explicação de quem é nosso herói e o porque do mundo ter se tornado aquilo. Do primeiro filme para o segundo há alguns furos na história, com a explicação histórica elevada. Como se todos os acontecimentos levassem até 1% da trama principal, resumindo: O filme da uma volta gigantesca para acabar na trama simples, porém, com bom roteiro numa história sem rodeios.

No quesito atuação a escolha de atores foi melhor, Gibson a essa altura começou a engatilhar no cinema e tem maior estabilidade em seu papel. Temos ainda os atores Bruce Spence e Michael Preston no elenco.

George Miller assumindo mais uma vez a direção e o roteiro que dessa vez teve auxilio do Terry Hayes. A trilha sonora novamente nos trás Brian May, e a direção de fotografia fica por conta dessa vez pelo Dean Semler. A narração do filme é do Harold Baigent que faz um excelente trabalho. Aqui há uma evolução, mais ainda sim um trabalho simples do diretor, sem muitos atores conhecidos onde a opção pelo menos é sempre mais.

A trilha, a fotografia como já disse na resenha do primeiro filme ganha maiores proporções e a evolução constante. Diferente do primeiro que tivemos a apresentação do herói e seus motivos e objetivos futuros, como a vingança, aqui o rumo do andarilho das estradas é outro, porém, a trama começa a colocá-lo como a esperança da humanidade, tema que será melhor abordado no próximo filme da trilogia.

mad-max-2-max-dog-1560x950_c

Nada de temas maiores, história nova. Nessa película George Miller quis nos mostrar o real filme que quis produzir desde o primeiro. Agora com uma verba maior mostra do que se trata Mad Max e poderia ter acabado por ali, mas ter feiro o terceiro filme nos mostra o quão grandioso é seu universo e expande para novas possibilidades.

Nota: 4,0 de 5,0.

Mad Max (1979) – O inicio da Fúria

Como a estreia de Mad Max: A Estrada da Fúria está próximo, resolvi trazer para vocês a resenha critica dos três filmes anteriores. Começando com o primogênito que para a época esse era um bom filme de baixo orçamento. Com atores novatos e um diretor talentoso.

mad-max-bestrideMad Max é dirigido por George Miller que por sua vez também assina o roteiro junto ao James McCausland. Trilha sonora composta por Brian May e direção de fotografia de David Eggby. Tem no elenco Mel Gibson, Joanne Samuel e Hugh Keays-Byrne.

Max (Gibson) é um policial bom e com ótima relação para com os amigos e a família, mas tudo muda com a chegada de uma gangue de motociclistas liderada por Toecutter (Hugh Keays-Byrne (Lembre-se desse nome) que trazem o Caos para a cidade toda.

Com um roteiro bem simples a narrativa conta com as nuances e poder do diretor, nada de belíssimas atuações que aqui se encontram canastronas e regidas pelo “bem e o mau”. Aqui vemos claramente o uso da “Jornada do Herói”, onde temos o protagonista atendendo ao chamado, existe a recusa do mesmo e a apresentação se deus antagonistas e os motivos que o leva a vingança e suas conclusões.

mad-max-6

A fotografia para a época muito boa munida de planos de câmeras que ilustram muito melhor do que se trata a obra. Que é nada mais nada menos do que protagonizado pela “Estrada”, o local de toda a trama, e a ideia que o Sr. George Miller quis passar.

A trilha sonora minimalista, mas que acompanha a trajetória e nos dá certos toques de suspense ao filme. Coisa que gradativamente irá crescer no decorrer da trilogia.

8-1netflix1

Do meio para o fim a película entra numa velocidade maior devido a falta de verba, onde nos deparamos com finalizações ligeiras e pouco explicativas, (foi assim e pronto. Sem lenga lenga). Nem imaginar o que seria dos personagens pós filme. O que temos são indícios do que ocorrerá no futuro, tais como: O mundo estar em decadência; Existe, mesmo que em uma única cena a caça por gasolina (ou roubo) e poucas pessoas ao redor em cidades muito afastadas umas das outras.

65854fc13ca95d4685494034f22a5550-mad-max-1979-1467743309Mad Max é o inicio de um mundo criado por George Miller, uma obra “experimental” que ganha maiores proporções em sua continuação e uma expansão em seu terceiro título, mas até lá há muito o que falar. Então esperem pela resenha do segundo filme dessa trilogia.

Nota: 3,0 de 5,0.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s