Assassin’s Creed (2016) – A Mesma Essência Mal Adaptada

Não foi dessa vez que tivemos uma boa adaptação de ‘games’. Mesmo com o auxilio da Ubisoft faltou muito e a película se mostrou confusa e desordenada.

Dirigido por Justin Kurzel | Roteiro de Michael Lesslie, Adam Cooper e Bill Colage | Trilha Sonora de Jed Kurzel | Cinematografia por Adam Arkapaw | Com Michael Fassbender, Marion Cotillard, Jeremy Irons, Brendan Gleeson, Charlotte Rampling, Michael K. Williams, Denis Ménochet e Ariane Labed,

598039Sinopse | Quando Callum Lynch explora as memórias de seu antepassado, Aguilar, ele descobre que é um descendente do credo dos assassinos.

Baseado no jogo eletrônico de sucesso da Ubisoft; Assassin’s Creed não só esteve presente na literatura (Livros, HQ’s e Curtas) como também ganhou os cinemas, porém, não como planejado e o filme em si consegue manter a
essência dos jogos e ao mesmo tempo trás uma má adaptação num roteiro preguiçoso, mal elaborado e previsível.

Logo no começo estamos familiarizados com a trama, pois para quem jogou, conhece o que significado de tudo, mas para aqueles que nunca ouviram falar ou não leram os livros, não se preocupe. Todo momento é contado tudo e nenhum ponto fica sem nó. Exatamente aqui que o problema começa, pois aparentemente a empresa do game não quis manter foco nas histórias antigas, sendo esse o pano de fundo para a trama no mundo atual. Nessas horas a confusão começa e não vemos lógica nos acontecimentos e a película a todo momento tenta ser levado a sério.

Os personagens são mal desenvolvidos, mesmo para atores bons, não tem como trabalhar em um roteiro fraco e carente de objetivos concretos. Temos, é claro, um Fassbender seguro de si, brincando com seu personagem e sendo dramático quando necessário. Cotillard e Irons até possuem uma boa química e algumas cenas interessantes, mas que infelizmente morrem na praia. E além de Gleeson e Rampling estarem no elenco e terem presença em cena, a maioria dos atores ficaram subdesenvolvidos e mal utilizados. Ariane Labed infelizmente serve apenas como “colirio“, numa personagem que seria a única que deveria ser bem trabalhada.

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A cinematografia é belíssima e nos remete ainda mais ao jogo, com muitos planos abertos e cenas de ação e perseguição bem coreografadas, mas muito do que é apresentado para nós termina por ser apenas um ‘showoff‘. As cenas em que Cal entra na Animus e precisa sincronizar com seu antepassado,  é algo que não serve de nada tendo apenas um momento que “isso” foi necessário. Há muita coisa no filme que poderia ser cortados sem fazer falta alguma.

A trilha sonora não é notável, mas funciona em alguns momentos. É tudo muito rápido, parece que tinham pressa de contar toda a história apenas para chegar a um final previsível com um ‘cliff hanger‘ mal elaborado que provavelmente serviu para mostrar que fim levaria Assassin’s Creed nas telonas.

Será mesmo que vão trocar as belas ambientações antigas de cenários e personagens históricos para mostrar o Credo nos tempos atuais? – É essa a pergunta que me faço, ou a crítica será tão ruim, numa bilheteria fraca que o filme jamais terá uma continuação? – Fica as perguntas no ar.

Assassin’s Creed não teve uma boa adaptação, mas que poderá melhorar ou deixar de existir para sempre. Não teve o mesmo cuidado que “Warcraft“, que apesar dos pesares, manteve certa fidelidade e respeito com seus fãs – Que seria, no minimo o melhor caminho que a Ubisoft deveria ter tomado, mas que preferiu mudar um pouco o tom da coisa. 

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