La La Land: Cantando Estações (2016) – O Musical Lúdico e Agridoce

Evocando o antigo cinema musical num ode aos clássicos como: Cantando na Chuva, “La La Land” desperta o que antes poderia estar meio morno nesse quesito de película cinematográfica.

2390_capaDirigido e Roteirizado por Damien Chazelle | Trilha Sonora de Justin Hurwitz | Cinematografia de Linus Sandgren | Coreografado por Mandy Moore | Com Ryan Groslin, Emma Stone, Callie Hernandez, Jessica Rothe, Sonoya Mizuno, Rosemarie DeWitt participação especial de J.K. Simmons John Legend.

Sinopse | Um pianista de jazz e uma aspirante a atriz se apaixonam na cidade de Los Angeles. Sonhos e Amor duelam numa luta constante para saber se amor de ambos prevalecerá.

O primeiro filme do diretor Damien Chazelle, o premiado “Whiplash: Em Busca da Perfeição” se demonstrou um ótimo filme e muito se falou nesse jovem artista, pois todos os olhares ficaram fincaram em seu próximo filme. Confesso que assim que terminei de ver o do baterista e seu professor insano, corri para a página do IMDb e descobri que seu próximo trabalho se chamaria “La la land“, sem quase nada de informação na época, sabíamos apenas que Ryan Groslin e Emma Stone estariam no elenco e bastou saber apenas isso para me deixar com a expectativa alta – mas falemos disso depois – O que me deixa feliz é saber que um jovem diretor de não mais que 30 anos, se deu bem trazendo um segundo filme tão bom quanto.

Damien também é roteirista e esteve presente em filmes como Rua Cloverfield, 10, Toque de Mestre e O Último Exorcismo – Parte 2. Tamanho o Dom que tem para com uma história bem contada. E não faz diferente quando dirige, sabendo exatamente o que fazer, posicionando a câmera em pontos estratégicos para que toda a Mise-en-Scène faça sentido e o que faz nesse filme em especifico é coisa de gênio. Há muitas cenas em que a câmera passeia num longo plano sequencia, algo surreal para um gênero musical.

A cinematografia é bela e com cores vibrantes, tudo muito bem colorido sem deixar as coisas desconexas. Temos um “jogo” ao longo das cenas em que os personagens com o passar das estações recebem roupas com outras cores, um verde-musgo para quando Stone tem de demonstrar tristeza ou um azul-oceano para quando tem uma certa confiança em si mesmo.

Seja pelo amarelo-ovo demonstrando certa fraqueza no personagem de Groslin ou até o mesmo azul-oceano quando novamente tem força de seguir em frente e ir atrás de seus sonhos.

A trilha sonora igualmente bela se funde com todo o resto demonstrando mais uma vez que a música por si só conta toda uma história. Uma cena que demonstra isso com perfeição é a do Obervatório De Griffith que sem falas apenas se completa pela música. Ou a cena da praça em que música, sub texto e dança se completam em um único tom.

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Totalmente merecido os Globos de Ouro para melhor canção original e trilha. Trazendo esperanças para futuros Oscars. Não é de hoje que tanto Groslin quanto Stone vem se demonstrando fortes no quesito atuação, merecendo pelo menos uma indicação.  Pois mesmo os protagonistas não sendo cantores ou dançarinos, fizeram seus deveres de casa muito bem, entregaram um trabalho imponente. A coreografa, Mandy Moore (não é a atriz) soube como entregar os melhores passos para o filme dentro de qualquer limitação de elenco,sem fazer feio.

Mas o que dizer de um filme sustentado por um dueto? – Mesmo que existam outros atores que completam toda a película; ainda assim é a dupla que segura a narrativa – Damien Chazelle não deixa ponto sem nó e numa entrevista diz que queria trabalha com os dois atores – A química entre eles era forte, quem assistiu Crazy, Supid, Love (Amor a Toda Prova, 2011) sabe do que estou falando. Somente um casal como eles para segurar uma trama e um gênero que nem todos gostam.

notas

La la land: Cantando Estações” é um forte concorrente ao Oscar, ganhador de sete estatuetas do Globo de Ouro e um Ode ao cinema musical. Trás uma dupla de atores com a melhor química de Hollywood, num roteiro incrível e uma direção extremamente competente, que faz até o público não fã do gênero curtir o filme.

 

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